Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou a primeira morte por hantavírus no estado

“NÃO HÁ RISCO DE PANDEMIA”, DIZ MINISTRO DA SAÚDE ALEXANDRE PADILHA SOBRE NOVA AMEAÇA.

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou a primeira morte por hantavírus no estado este ano. O caso, notificado em fevereiro e confirmado pela Fundação Ezequiel Dias, não tem relação com o surto da doença registrado em um navio de cruzeiro que navegava no Oceano Atlântico.

Foto: Elza Fiuza/ABr/VEJAO deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP)
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha

Em nota, a pasta informou que o paciente, um homem de 46 anos, era residente de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, e apresentava histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura. A secretaria reforçou que a cepa de hantavírus identificada no Brasil não é transmitida de pessoa para pessoa.

“NÃO HÁ RISCO DE PANDEMIA”, DIZ PADILHA SOBRE NOVA AMEAÇA DO HANTAVÍRUS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tentou acalmar a população após o aumento da repercussão mundial envolvendo casos de hantavírus monitorados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A declaração ocorre em meio ao avanço de notícias sobre mortes registradas em um cruzeiro internacional e investigações de novos casos no Paraná.

“Não existe nenhum alerta de pandemia”, afirmou Padilha durante agenda oficial no Sul do país.

O ministro destacou que o Brasil possui estrutura preparada para diagnóstico e atendimento dos pacientes e negou a circulação da variante Andes — considerada a mais preocupante por apresentar raros episódios de transmissão entre pessoas.

Apesar disso, o tema explodiu nas redes sociais, onde usuários passaram a comparar a situação ao início da pandemia da Covid-19.

Especialistas, porém, reforçam que o hantavírus possui comportamento epidemiológico muito diferente do coronavírus e permanece associado, principalmente, à exposição a ambientes contaminados por roedores silvestres.

A OMS mantém monitoramento internacional do caso, mas classificou o risco global como “baixo”.

“Trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença”

No comunicado, a secretaria destacou ainda que um segundo registro de hantavírus atribuído ao estado não foi confirmado e que já solicitou ao Ministério da Saúde a correção da informação nos sistemas oficiais. 

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) indicam que Minas Gerais contabilizou quatro casos confirmados de hantavirose em 2025, com dois óbitos. Já em 2024, foram sete casos confirmados, com quatro óbitos. 

Entenda

A secretaria destacou que a hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. A transmissão para humanos acontece, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, nas fezes e na saliva de roedores silvestres infectados. 

“As infecções ocorrem principalmente em áreas rurais, geralmente associadas a atividades ocupacionais ligadas à agricultura e ao contato com ambientes infestados por roedores.” 

Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, cefaleia, dor lombar e dor abdominal. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial. 

Não há tratamento específico para a hantavirose. O atendimento é baseado em medidas de suporte clínico, conforme avaliação médica.

Medidas de prevenção 

A secretaria reforçou ainda a importância de medidas de prevenção, sobretudo em áreas rurais. Entre as principais orientações estão:

manter alimentos armazenados em recipientes fechados e protegidos de roedores;

dar destino adequado ao lixo e entulhos; manter terrenos limpos e roçados ao redor das residências; não deixar ração animal exposta; retirar diariamente restos de alimentos de animais domésticos; evitar plantações muito próximas das casas, mantendo distância mínima de 40 metros. 

Outra recomendação é ventilar o ambiente antes de entrar em locais fechados, como paióis, galpões, armazéns e depósitos.

"Antes da limpeza desses espaços, a orientação é umedecer o chão com água e sabão, evitando varrer a seco, para reduzir o risco de suspensão de partículas no ar”, concluiu a pasta.

Fonte: JTNEWS com informações da Agência Brasil

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