Governo do DF desmonta acampamento dos 300 de Brasília neste sábado (13)
Policiais militares, bombeiros e profissionais da Agência de Fiscalização chegaram aos pontos de encontro dos acampamentos às 6h da manhãAgentes de fiscalização do governo do Distrito Federal desmontaram acampamentos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios, na manhã deste sábado (13).
Policiais militares, bombeiros e profissionais da Agência de Fiscalização chegaram aos pontos de encontro dos acampamentos às 6h da manhã.
Pouco menos de 50 apoiadores estavam no local, vestidos de verde e amarelo e com bandeiras do Brasil. A Polícia Militar usou gás de pimenta para retirar os manifestantes que resistiam à operação.
Dois acampamentos foram desmontados. Um, ligado ao movimento “300 do Brasil”, ficava ao lado do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O outro, ligado aos ruralistas, ficava ao lado do Ministério da Agricultura.
Muitos criticaram a operação. Para eles, a ação é ditatorial. Xingaram o governador Ibaneis Rocha (MDB), o Supremo Tribunal Federal e o Congresso.
A ativista Sara Winter usou as redes sociais para se manifestar. Ela é coordenadora do movimento “300 do Brasil”. Há semanas, membros do grupo participavam das manifestações em apoio ao governo.
“Tudo tomado à força! A Militância bolsonarista foi destruída hoje. Presidente, Reaja”, escreveu a ativista em sua conta no Twitter.
As 6 da manhã a @pmdfoficial junto à Secretaria de Segurança desmantelou baixo gás de pimenta e agressões.
— Sara Winter (@_SaraWinter) June 13, 2020
Barracas, geradores, tendas, TUDO TOMADO à força!
A Militância bolsonarista foi destruída HOJE.
PRESIDENTE, REAJA!!!
O grupo de Winter já fez uma manifestação com tochas diante do STF. Em 31 de maio, os participantes gritaram palavras de ordem contra o Supremo e contra o ministro Alexandre de Moraes: “Viemos cobrar, o STF não vai nos calar” e “Careca togado, Alexandre descarado”.
Winter foi um dos alvos de operação da Polícia Federal que investiga o disparo de ataques à Corte. Moraes é responsável pela tramitação da investigação.
O Ministério Público do Distrito Federal já havia pedido o desmanche dos acampamentos. Na ação civil pública protocolada em 13 de maio, argumentou que, diante da pandemia de COVID-19 e do reconhecimento do estado de calamidade pública, seria necessário tornar efetivo o distanciamento social, entre outras ações de contenção da proliferação da doença.
Fonte: Poder360
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