Acusado de matar filho do vice-prefeito de Isaías Coelho diz que não tinha intenção de cometer crime
Questionado se o crime teria motivação homofóbica, o acusado negou qualquer preconceito e disse que apenas não gostou do “gesto” feito pela vítima.Guilherme Silva Teixeira, acusado de matar o professor João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, filho de George Moura, vice-prefeito do município de Isaías Coelho (PI), afirmou em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal que não tinha a intenção de matar a vítima e que a agressão teria sido apenas para dar um “se liga” após interpretar um gesto como ofensivo.
No interrogatório prestado após a prisão, Guilherme detalhou como ocorreu a agressão que resultou na morte do professor. Ele disse que chegou ao local do crime por volta das 5h45, onde aguardava o patrão para seguir ao trabalho, quando se deparou com João minutos depois. “Cheguei lá para esperar meu patrão sair, para a gente poder ir trabalhar. Só que do nada eu vi um rapaz vindo e atravessando a rua. Eu nunca vi ele na minha vida, não sei quem era aquele rapaz”, contou.
Questionado se o crime teria motivação homofóbica, o acusado negou qualquer preconceito e disse que apenas não gostou do “gesto” feito pela vítima. “Não foi minha intenção prejudicar a vida dele. Era realmente só para dar um ‘se liga’ nele”, acrescentou.
De acordo com o relato, João Emmanuel teria feito um gesto que Guilherme interpretou como sexual. Diante disso, ele atravessou a via para tirar satisfação e iniciou as agressões. “Aí eu dei o primeiro murro nele. Comecei a pisar nele. Não foi minha intenção matar ele. Era só para dar uma surra mesmo, só para não passar batido. Não sei nem o que deu na cabeça, não era para ter acontecido isso”, afirmou.
Ainda segundo Guilherme, o professor teria desmaiado e ficado apenas com o nariz sangrando. Em seguida, ele chamou o patrão. “Ele atravessou a pista e já voltou falando que ele estava agonizando. Ele virou ele de lado para não se engasgar com o próprio sangue e falou para a mulher dele chamar o Samu”, disse.
Mesmo após a situação, Guilherme e o patrão seguiram viagem para o trabalho em São Sebastião (DF). O acusado afirmou que só soube da morte do professor à noite. “Eu não consegui nem dormir, eu estou mal até agora, não era para ter acontecido isso”, ressaltou.
Ele também declarou que pretendia se apresentar à polícia após receber a informação do óbito, mas estava em busca de um advogado. Guilherme foi preso na noite de segunda-feira (5) por uma equipe da 35ª Delegacia de Polícia de Sobradinho.
Entenda o caso
O corpo do professor João Emmanuel foi encontrado em uma parada de ônibus no Grande Colorado, no quilômetro 2 da DF-150, em Sobradinho II, por volta das 6h30. O Corpo de Bombeiros Militar do DF foi acionado e constatou o óbito.
Em exame preliminar, foram identificadas lesões na cabeça e nos olhos, provavelmente causadas por golpes. Também havia sinais de violência na parte de trás do crânio, o que levanta a hipótese de que a vítima possa ter sido atacada pelas costas.
Professor em Sobradinho
João Emmanuel trabalhava como professor do Instituto São José, escola particular de Sobradinho, que divulgou nota lamentando a morte do educador. “Ele não foi apenas um profissional dedicado, mas uma presença luminosa que marcou profundamente a história de nossa Instituição e a vida de nossos alunos. Sua trajetória em nossa comunidade escolar será lembrada com imensa gratidão e respeito”, diz o comunicado. O professor foi sepultado em Isaías Coelho (PI) nessa terça-feira (6). A Prefeitura Municipal decretou três dias de luto oficial.
Fonte: JTNEWS com informações do GP1
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